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As novas profissões da Internet.

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Já foi o tempo em que as profissões ligadas à Internet eram apenas webdesigner e webmaster. Com o desenvolvimento da rede mundial e a sua nova complexidade, um número crescente de novas profissões tem surgido neste novo cenário e o que é mais importante: precisa-se de pessoas para ocupar as vagas criadas por essas novas profissões.

Então, esperar o quê? Mãos à obra e não se esqueça que apesar da crescente demanda, é necessário acima de tudo atitude, conhecimento e qualificação. Conheça um pouco mais sobre essas “novas profissões”:

WEBWRITER

O que faz: Redige textos jornalísticos e pesquisa informações na internet. Além de escrever bem, precisa conhecer tecnologias específicas desse meio como HTML, CSS e ferramentas de publicação. Ele deve também entender os padrões de comunicação na rede mundial e produzir textos que possam ser facilmente consumidos pelo internauta.

COPYWRITER

O que faz: Assim como o webwriter, produz conteúdo para a internet. Só que, em vez de produzir conteúdo jornalístico, esse profissional web deve criar textos que envolvam e convençam os visitantes de um site. O nome vem do termo em inglês sales copy, que se refere a um material escrito especialmente para vender um produto ou serviço.

BLOGGER PROFISSIONAL

O que faz: Administra a publicação de conteúdo e a manutenção de um blog. Posta novo material e faz ajustes constantemente. Precisa escrever bem, conhecer a linguagem web e estar familiarizado com ferramentas de publicação de conteúdo com o Wordpress. É necessário conhecer tecnologias relacionadas ao universo blogger.

GERENTE DE REDES SOCIAIS

O que faz: Um profissional que monitora as diversas comunidades existentes na rede mundial de computadores. O papel dele é estar atento ao que se fala sobre uma empresa ou marca em fóruns, sites de relacionamento e blogs. Ele precisa atuar como uma ponte entre o cliente e as pessoas certas da empresa para a qual trabalha.

ANALISTA DE PALAVRAS-CHAVE

O que faz: Trabalha principalmente com links patrocinados do Google e de outros sistemas de busca. Seu trabalho é definir as palavras-chave que irão disparar a publicidade e compor o texto do anúncio, que deve passar a mensagem e seduzir o internauta em poucas linhas. Há procura por esse profissional, mas existem poucos experientes.

CONSULTOR BI

O que faz: O consultor de business intelligence deve analisar informações e convertê-las em informações para tomadas de decisão. Assim, números frios de bancos de dados e ferramentas de estatística podem ser convertidos em idéias para novos negócios. É importante que esse tipo de profissional tenha vivência em outras áreas empresariais para ter uma visão mais geral.

ARQUITETO DA INFORMAÇÃO

O que faz: É quem define como um site será, antes que ele seja criado. O arquiteto da informação é responsável por aspectos do site como organização do conteúdo, navegação e usabilidade. Ele deve trabalhar em uma etapa intermediária entre o levantamento de informações com o cliente e a criação de layouts das páginas.

ESPECIALISTA EM SEO

O que faz: Profissional com profundo conhecimento em padrões web e sobre o funcionamento do ranking de sistemas de busca. A função dele é fazer sites aparecerem nos primeiros resultados quando é feita uma pesquisa no Google. É uma área que tem novidades todos os dias, por isso deve-se estar diariamente atualizado com as novidades da rede

Portanto, fique atento às oportunidades e não deixe de buscar o conhecimento sempre.

3 comentários 8 de Julho de 2008 às 17:30 Hades Júnior

Consequências da má interpretação de um briefing

Por Bruno Ávila (www.brunoavila.com.br)

Para quem não sabe, mantenho um programa de cursos voltado a webdesigners e programadores. São cursos focados em design web e comunicação visual. Com esses cursos tive a oportunidade de me aproximar mais dos colegas de profissão, auxiliando-os através de trabalhos periódicos, onde tenho a chance de analisar o layout de cada aluno, produzido de acordo com um briefing fictício. No final do curso, os melhores trabalhos ganham um prêmiozinho do professor aqui, podendo ser um dvd educativo, um livro ou algo que possa motivar o aluno a continuar naquele caminho.

Durante esse projeto, pude avaliar centenas de layouts, de webdesigners e programadores de todo o Brasil. E foi à partir dos primeiros trabalhos enviados pelos alunos que tirei a seguinte conclusão: 80% desses primeiros trabalhos chegaram com falhas graves devidos a má-interpretação do briefing.

As reclamações de webdesigners, que eu cansei de escutar esses anos todos, dizendo que os clientes não entendem seus trabalhos, taxando de ruins, mesmo quando bonitos, começaram a vir na minha cabeça, ganhando uma explicação. Muitas vezes, se não a maioria, o problema está no descaso ou esquecimento do que foi dito numa entrevista de briefing.

O primeiro exercício de layout é simples: produzir um design para site institucional. No briefing é pedido foto do produto, menu e logotipo. Nada mais do que isso, um site simples, estático, de apresentação. Os exemplos citados no briefing são claros, mostrando layouts simplórios, de acordo com o que é pedido.

Uma semana depois recebo os layouts e noto que muitos não captaram o que foi sugerido, outros captaram apenas parcialmente. Recebo layouts em estilo portal, com notícias e ferramentas de busca onde em nenhum momento foi pedido. O briefing pede uma foto, mas o aluno me entrega com 5 fotos diferentes, espalhados pelo layout.

Em minha análise direcionado a cada aluno, puxo a orelha pedindo para que se atentem ao briefing. Logo no segundo trabalho, o puxão surte efeito, onde a maioria dos alunos entregam seus trabalhos de acordo com o briefing, sendo sugerido apenas uma ou outra modificação.

Trazendo isso para o mercado, podemos ver uma situação bastante comum: o webdesigner apresenta o site e leva um sonoro NÃO GOSTEI do cliente, apesar do layout estar bonito e funcional. O cliente pede para voltar e mudar todo o layout e o webdesigner vai embora sem entender, com raiva do cliente. Qual seria o motivo? Má-interpretação do briefing? Bem provável. Quando fazemos uma entrevista com o cliente e ficamos atento a cada detalhe do que é passado, observando exemplos de sites que agradam e desagradam o cliente, podemos criar um layout que pelo menos se aproxime do que é esperado. Dessa forma, ao apresentar o design, o cliente fica satisfeito, sugerindo pequenas modificações. Mas o mesmo não ocorre ao criar um layout sem ficar atento ao briefing. Você escutará “Não gostei” e um pedido de “muda esse layout todo pois não tem nada a ver com que eu quero”.

A culpa nem sempre é do cliente. Lembra na época do colégio, quando Professor Tibúrcio entregava a prova dizendo “Galera, vocês tiraram zero nessa questão pois não souberam interpretar o que foi pedido. Zero pra todo mundo!” ? Pors então, isso atenção deve permanecer sempre com a gente. Fique atento.

Para o alto e avante!

Adicionar comentário 16 de Junho de 2008 às 12:52 Hades Júnior


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